Venda de veículos tem melhor Março desde 2014, apesar do Carnaval

Por Carlos Prieto | Valor

SÃO PAULO  –  As vendas de veículos de março foram afetadas pelo feriado de Carnaval em 2019, na comparação com o mesmo período de 2018, quando o feriado foi em fevereiro. Com a venda de 209,1 mil unidades, o crescimento foi de apenas 0,9% em relação a março do ano passado. As informações foram divulgadas nesta manhã pela Anfavea, associação que reúne as montadoras com fábricas no país.

No acumulado do ano, as vendas entre janeiro e março somaram 607,6 mil veículos, uma expansão de 11,4%. Em coletiva, a direção da Anfavea destacou o volume de vendas diárias, de pouco mais de 11 mil unidades, o que não acontecia desde 2014. “Foi o melhor março desde 2014. Isso mostra que o mercado está evoluindo bem”, afirmou Antonio Megale, presidente da Anfavea. Ele lembrou que a entidade trabalha com crescimento de 11% para o ano.

A produção em março não resistiu ao feriado do Carnaval e caiu. No mês passado foram montados 240,5 mil veículos, uma queda de 10,1% na comparação anual. Em março de 2018 foram produzidos 267,5 mil veículos. No acumulado do ano, contudo, a produção entrou no campo negativo, com queda de 0,6%. Foram montados 695,7 mil unidades no primeiro trimestre. Megale destacou que houve problemas com greve em um dos associados e de enchente com outro fabricante, o que também afetou a produção no mês passado.

As exportações continuam sendo o maior problema para o setor. Em queda há vários meses, em março não foi diferente. No mês passado foram embarcadas 39 mil unidades, queda de 42,2% em relação a março de 2018. No trimestre, foram exportados 104,5 mil unidades, queda acumulada no ano de 42% em relação a 2018. “A crise na Argentina continua e o primeiro trimestre já está comprometido. Vamos esperar uma melhora no segundo semestre”, afirmou Megale. Em valores, foram exportados US$ 850,8 milhões, queda de 43,6% sobre março de 2018. No trimestre, a queda chega a 38,9%, com US$ 2,4 bilhões no período.

O número de funcionários ficou praticamente estável. Em março o setor empregava 130 mil pessoas, contra 131,2 mil há um ano, queda de 0,9%