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Indústria estima crescimento do PIB em 1,8% e inflação em 4,1% para 2026

Por Cristiane Noberto, da CNN Brasil, Brasília |

Indústria continua perdendo força devido as taxas de juros; estimativa é de de redução na Selic, mas com efeito defasado sobre o setor

economia brasileira deve crescer 1,8% em 2026, segundo projeção da CNI (Confederação Nacional da Indústria), ritmo menor que os 2,5% previstos para 2025. O movimento, de acordo com a entidade, reflete a combinação de juros reais elevados, perda de tração da atividade e mercado de trabalho menos aquecido.

A expectativa da indústria é que o Banco Central só inicie os cortes da Selic ao longo do próximo ano, mas ainda encerrando 2026 em dois dígitos, cerca de 12%, patamar ainda considerado restritivo. 

“Mesmo com cortes no próximo ano, os juros continuarão em nível contracionista, limitando investimento e consumo”, aponta a CNI. O relatório “Economia Brasileira”, divulgado nesta quarta-feira (10), ressalta que, mantidas as projeções, 2026 pode ter o menor crescimento do PIB em seis anos.

Para a inflação, a estimativa é de que deve seguir perdendo força,recuando para 4,1% em 2026. A desaceleração ocorre após um período de pressão sobre alimentos e serviços, mas ganha alívio com safra forte, valorização do real e demanda mais moderada. 

O grupo alimentos no domicílio já acumulava alta de 4,5% em 12 meses até outubro, com deflação recorrente na segunda metade do ano, sustentada pelo excesso de oferta agrícola e queda de preços de cereais e proteínas. 

Já os serviços devem continuar pressionando o índice pela inércia salarial e mercado de trabalho ainda apertado. A entidade reforça que a política monetária seguirá limitando repasses em 2026, mas com efeitos graduais: 

“A inflação deve encerrar 2025 em 4,5% e cair para 4,1% em 2026, refletindo os efeitos defasados da política monetária, a desaceleração da atividade econômica e o arrefecimento do mercado de trabalho”. A leitura é de que o movimento abre espaço para cortes na Selic ao longo do ano, porém ainda sem acomodar juros em nível estimulativo.

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