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Usiminas (USIM5): Genial vê estabilidade no 2T26 e espera melhora no 2º semestre

O Estado de S.Paulo – SP   10/07/2026 |

A Genial Investimentos prevê para a Usiminas (USIM5) um segundo trimestre de 2026 com dinâmicas antagônicas, mas resultado consolidado substancialmente estável, em linha com o guidance (projeção) da companhia. A estimativa é de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 659 milhões, alta de 0,9% em relação ao trimestre anterior e de 61% ante o último ano. A leitura do relatório é de que a melhora da siderurgia, puxada por preço, deve compensar a pressão na mineração, que sofre compressão de margem por frete.

Na siderurgia, o analista Luca Vello projeta volume estável em 1,012 milhão de toneladas e alta de 2,7% no preço realizado doméstico em relação ao trimestre anterior. O movimento é atribuído a reajustes contratados, com aumento de 5% em distribuição e repasse defasado à indústria, que superariam o desconto de 2% a 3% concedido a cerca de 80% do volume automotivo.

A Genial cita ainda a demanda como suporte, lembrando projeção da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) de avanço de 4% na produção de veículos em 2026.

Do lado de custos, o relatório aponta pressão de placas e carvão em dólar, parcialmente neutralizada por câmbio médio 4% inferior, o que manteria o custo por tonelada com alta de 1,7% em relação ao trimestre anterior, abaixo do repasse.

A Genial acrescenta que o projeto PCI, Injeção de Carvão Pulverizado, começa a capturar ganhos de custo já neste trimestre. Com isso, estima Ebitda ajustado de R$ 581 milhões na unidade, alta de 6,8% em relação ao trimestre anterior, com margem em 10,8%, avanço de 0,4 ponto porcentual.

Na mineração, a Genial espera recomposição sazonal do volume para 2.301 mil toneladas, alta de 18% em relação ao trimestre anterior após um primeiro trimestre débil por chuvas, mas ainda 6% abaixo de 2025. Como a referência é a CFR, Custo e Frete, China, o relatório diz que a escalada do frete marítimo de 36% em relação ao trimestre anterior, com preço de referência estável, reduz o preço realizado em US$ 4 por tonelada, de US$ 76,4 para US$ 73,5 por tonelada.

Assim, o Ebitda ajustado cairia a R$ 76 milhões, recuo de 31% em relação ao trimestre anterior, com margem de 8,9%, mas a unidade responderia por 11% do Ebitda consolidado, sem alterar a leitura de estabilidade.

No caixa, a corretora afirma que o fluxo de caixa livre (FCF) deve ser pressionado no capital de giro pelo encerramento das operações de forfait (risco sacado), com passivo de R$ 500 milhões tendendo a zero, enquanto o Capex (investimento) segue no piso do guidance, em R$ 1,4 bilhão por ano, e a posição de caixa líquido deve ser preservada. O lucro líquido normaliza-se em R$ 243 milhões, ante R$ 896 milhões no primeiro trimestre de 2026, que teve benefício não recorrente de imposto diferido.

A Genial avalia que o verdadeiro prêmio do case fica para o segundo semestre de 2026, com o aço “hot-rolled” (laminado a quente) ainda pendente (decisão até dezembro de 2026) e normalização de estoques de importados (importações 78% maiores ante o último ano), embora ressalve que parte do ganho de margem no segundo trimestre é cambial e transitória.

A Genial tem recomendação manter (equivalente a neutra). O preço-alvo é de R$ 8, o que leva a um potencial de queda de 4,76% ante o último fechamento.

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